
"(...) o que ela era, era apenas uma pequena parte de si mesma". (Clarice Lispector)
A segunda grande guerra mundial influenciou vários poetas, escritores, físicos, e inclusive donas-de-casa, que deixavam transparecer o seu desentendimento diante das novas possibilidades de ação humana. A capacidade do homem em destruir, em massa, o seu semelhante, de desencantar o sentido da vida em alguns minutos, através da guerra, se mostrou muito influente na literatura; tanto a primeira, que coincide com o surgimento da filosofia existencialista e com a fenomenologia, quanto com a segunda, que antecede o surgimento de “laços de família”.A literatura “pós-guerra” tem características muito peculiares, repletas da “dor do mundo”, da capacidade de o homem se ver agora como sendo cheio de façanhas e se sentir, por um lado um fraco, por estar submisso as agressões e decisões de grandes potências bélicas, como por outro lado, um deus, que tem a capacidade de criar objetos com tão grande potência que pode degradar e disseminar uma quantidade enorme de vida.
Isso não pode ser desconsiderado...
P.S: A imagem é de um quadro de Clarice pintado por De Chirico, em 45, no fim da segunda guerra mundial.
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