
“Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não: quero é uma verdade inventada” (água viva)
A fenomenologia e o existencialismo, como estudo de essencia, de subjetividade são confirmados cada vez mais nos contos que tenho lido. Logo no primeiro conto de “laços de família”, “devaneio e embriagez duma rapariga”, fica claro que a personagem mergulha em um estado de questionamento existencial, a partir de uma nova sensibilidade que tem do mundo. “Sua sensibilidade incomodava sem ser dolorosa, como uma unha quebrada” (LISPECTOR, p.11).
Tentarei aproximar-me mais um pouco da leitura sobre existencia e agora sobre a fenomenologia, que Benedito Nunes já havia detectado na poética Lispectoriana. Procurei coincidências de datas entre as filosofias que quero relacionar à contistica lispectoriana, vejamos:
Fenomenologia: nasceus na segunda metade do séculoXIX, a partir de estudos sobre a intencionalidade da consciência humana.
Existencialismo: Nasceu em meados do século XX, considera cada ser como único e mestre de suas vontades.
Clarice Lispector é de 1920, o que não a posiciona longe do surgimento das correntes filosóficas que relacionarei à sua obra.
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