sábado, 26 de abril de 2008

Visão geral sobre o existencialismo e a possibilidade de ele se realizar na ficção, sobretudo na prosa.


"Toda compreensão súbita é finalmente a revelação de uma aguda incompreensão. (...)" (LISPECTOR, 1979, p.102)

Baseei-me no livro do professor José Fernandes para ter uma idéia de como o existencialismo, como corrente filosófica francesa, pode ser aplicado à literatura brasileira. O livro de nome “O existencialismo na ficção brasileira” tem me trazido a luz várias questões que eu tinha a respeito do tema, e me instigado à pesquisa sobre a possibilidade de explorar ainda mais o tema.

A existência está diretamente ligada a essência do ser humano, os dois coexistem, porém a essência é a razão da existência dos seres, porém a definição concreta e indiscutível a respeito do existêncialismo não é aceitável, já que esse é também metafísico. Existir é angustiar-se e lidar também com outros sentimentos e incômodos humanos, entre eles a tristeza e a ansiedade.

Pensando no existêncialismo como essência e vivência, afirma José Fenandes que a representação deste só pode ser estudade e analizada em literatura se fizermos um paralelo com o romance, já que esse é o único gênero no qual existe uma descrição da vivência, e existir nada mais é do que viver.

Segundo Merleau-Ponty “A obra de um romancista está sempre sustentada por duas ou três idéias filosóficas”, e essa a intenção da pesquisa, encontrar no romance características do existencialismo francês, que é considerado uma corrente filosófica.

Na arte, a existência consiste em a posse do homem em se sentir viver, portanto a prosa é mais completa para se fazer o paralelismo entre literatura e existência, pois nela podemos identificar o homem sendo e existindo. Muitas vezes nos questionamos a necessidade do questionamento existencial. Ele existe justamente para fins de conscientização, tanto é que “oficialmente” o existencialismo como conhecemos hoje surgiu no período pós guerra, apesar de que “embriões” dessa forma de pensamento já existiam antes das décadas de 40 e 50.

As características, colocadas de um modo muito geral sobre o comportamento de uma pessoa dita existencialista são; a livre escolha, a auto-afirmação e o amor pessoal –e tudo isso é impossível sem que haja angústia e sofrimento. Para Sartre, um dos expoentes nesses estudos o homem é um sofredor poque é capaz de reconhecer, de alguma forma o seu estado de inferioridade. O homem sartriano é angústia, e o tédio e o estágio inicial de angustiar-se.

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