
"(...) Sou tão feliz em sentir que me calo para sentir mais; foi em silêncio que nasceu em mim uma teia de aranha tenra e leve: esta suave incompreensão da vida que me permite viver. (...)" (LISPECTOR.s/d. p.16
Para Kierkegaard a existência é uma maneira de o homem expor-se a si mesmo, é a expressão de uma existência singular, individual, um pensamento motivado por uma situação muito particular. Esse pensador, viveu em um ambiente de puritanismo luterano, e teve uma vida cheia de fatos que não podem ser ignorados e nem dispensados na relação dele com sua filosofia. Ele se liga a Hegel pela contrariedade de idéias, a oposição.
Para Hegel a idéia é absoluta, ele busca condensar a realidade num sistema e diz que o indivíduo é uma de suas fases. O que contraria a idéia de Kierkkegaard, que diz que o indivíduo não pode ser a mera manifestação da idéia, a existência não pode ser explicada através de sistemas concretos, conceitos. E ainda afirma que na vida pessoal de cada filosofo existencialista ele mesmo não usam as alternativas que recomendam aos outros. Kierkegaard admira a subjetividade e a coloca como verdade; afirma que todo conhecimento deve se ligar a existÊncia, à subjetividade.
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