terça-feira, 6 de maio de 2008

A felicidade de ser infeliz


" A extrema felicidade se parece tanto com a infelicidade, ambas são tão dramáticas. Ambas são a vida." Clarcie Lispector.

Eu gostaria ainda de ter o que escrever sobre a felicidade e a infelicidade, segundo Clarice, mas a frase dela que escolhi para abrir meu diário de hoje se encaixou tanto com o objetivo que me propûs que as minhas palavras se tornarão muito vagas diante da dimensão do que ela apresentou tão sutil.
A infelicidade, a tristeza, têm um limiar tão tênue com a felicidade, a alegria, que esses muitas vezes se confundem. Essa é outra característica muito marcante na obra que selecionei para o estudo, do alegria profunda, vem o desespero, o temor; como se esses sentimentos "ruins" fossem necessários para que sejam valorizados os sentimentos bons. Para muitos dos existencialistas o homem só descobre-se como parte do universo quando questiona a sua participação no mundo, o seu "estar", e esse questionamento não passa sem que haja melancolia, tristeza, essas que serão recompensadas com grande alegria, e satisfação caso haja a plena realização da crise, caso seja resolvida a crise existencial pela qual o homem passa. O drama deve ser trazido a tona para que haja plenitude, e ele é trazido.


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