terça-feira, 6 de maio de 2008

Libertè.


"Liberdade é pouco, o que eu quero ainda não tem nome."

É impossível falar de existencialismo sem falar de Sartre, portanto aqui vou falar dele, mais diretamente das suas idéias de liberdade. Para Sartre o sujeito tem que ser livre, e ter liberdade para expressar seus desejos, sentimentos e angústias. Muitos existencialistas, talvez por causa de Sartre, são vistos como pessoas libertinas, sem moral ou escrúpulos. Nesse século nenhum filósofo difundiu tanto suas idéias quanto Jean-Paul Sartre, mas este foi visto como ofensivo. Para Sartre "a vida não tem sentido, Deus está morto e não existe lei moral, o homem é uma paixão inútil." (PENHA 1992, p.40). Ele defendia o existencialismo ateu, afirmando que este é o mais coerente, diz ainda que se Deus existe ele é o único ser onde a existência precede a exência.
Nos contos de "laços de família" também encontramos características sartreanas, como por exemplo no primeiro conto, no qual a personagem principal mergulha em um estranho desejo de liberdade, daí não quer mais ter compromissos sociais por exemplo, e pretende agir de acordo com seus instintos e desejos, como dormir excessivamente, por exemplo, coisa que não fazia até então. O trabalho não é especificamente sobre sartre, mas admitindo a impossibilidade de se falar em existencialismo sem citar esse grande nome creio que as vezes farei algumas relações, portanto valeu essa leve introdução às suas idéias.

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